domingo, 25 de julho de 2010

Grupo Teatral Pano de Boca: Apareceu a Margarida

TEATRO PANO DE BOCA


APARECEU A MARGARIDA

De Roberto Athayde

Direção: Afonso Arantes

O AUTOR

“O mundo fantástico criado por Roberto Athayde em suas peças sugere mais do que uma visão surrealista do que está ao seu redor. Ele estabelece com o espectador, desde o inicio, uma relação em que o faz-de-conta, indispensável à representação teatral, é substituído por uma postura radical: a vida é assim, tal como a vejo; o resto que se dane. Ele é como autor, Dona Margarida: autoritário mas insinuante; exigente, mas generoso; dominador, mas capaz de entregar-se, dominado, à furiosa paixão da loucura. E é desta desordem germinadora que Roberto Athayde parte para montar um mundo estranho, para os que não entendem que nada que é humano pode ser estranho ao homem. Mas não se pode rotular este teatro de teatro do absurdo. É, antes, uma visão humanista repassada de humor e crítica e uma certa desesperança. Ou de uma certeza: de que só é possível resgatar o humano através da loucura”.

Cícero Sandroni

D. Margarida

D. Margarida uma professora do quinto ano primário, é a síntese de todas as frustações e anseios não alcançados pelo homem moderno; a sede do saber tudo, de possuir todo um mundo de conhecimentos, de viver e ser feliz, de ser sempre jovem e vencer a morte. Ao dar início a aula, D. Margarida adverte e promete aos seus alunos, o público nesse caso, de que eles não terão qualquer acesso aos fatos da vida, apesar da aula ser de biologia. Ela explica que nos fatos da vida entram os três grandes princípios da biologia: nascer, viver e morrer. Mas que essas coisas só se aprende no terceiro ano ginasial. Portanto, teriam que esperar. Durante a aula, os alunos estarrecidos, percebem que é exatamente o que ela está ensinando a eles. D. Margarida está ensinando os fatos da vida a eles. D. Margarida está preparando seus queridos alunos para as durezas da vida. D. Margarida infelizmente não pode ensinar tudo. O tempo é pouco. Aula terminanda, D. Margarida chama a atenção dos seus alunos para que eles procurem fazer sempre o bem. Porque é a única coisa que traz a felicidade. Não é?

Afonso Arantes

Elenco: Afonso Arantes (D. Margarida)

Autor: Roberto Athayde

Direção: Afonso Arantes

Assistente de Direção: Inaldo Lisbôa

Cenário e Figurino: O Grupo

Iluminação: Inaldo Lisbôa e João Souza

Sonoplastia: Célia Patrícia

Produção Executiva: Afonso Arantes

Assistente de Produção: Célia Patrícia e Claúdio Aquino

Maquiagem: Junho Bessa



In: programa da peça

TEATRO OPERÁRIO

Vazio de 7 Palmos de Wilson Martins

O grupo Teatro Operário, sob a direção de Wilson Martins, surgiu em 1985, do desejo de jovens operários das artes gráficas, em mudar as cenas rotineiras das máquinas para o verdadeiro palco.

Trazendo impressa nas mãos, a marca de muitas horas de trabalho na Imprensa Oficial (SIOGE), o grupo de 15 operários subiu ao palco e transmudou-se do modesto adjunto mecânico, para ser ali, um movedor intérprete das emoções que dominam, agitam e moram permanentemente no inquieto e apaixonante coração do Homem. Lamentavelmente, por um período bem curto, para quem se preocupou muito com a mão-de-obra de sobreviver a raça.

O grupo no ano de 1986, promoveu o Encontro Delta de Teatro com debates e mostras de espetáculos de grupos co-irmãos.

ESPETÁCULOS

Vela ao Crucificado – conto de Ubiratan Teixeira, adaptado e dirigido por Wilson Martins, com músicas de César Teixeira – 1985.

Reflexão de Natal de Criação Coletiva – 1986.

O Homem Tipográfico de Claudio Terças e Wilson Martins – 1987.

Vazio de 7 Palmos de Wilson Martins – 1988.

TEATRO POPULAR DO MARANHÃO

Fundado em abril de 1970, o grupo Teatro Popular do Maranhão – TPM, sob a direção de Wilson Martins, surgiu no cenário artístico maranhense sem pretenções de tornar-se um grupo de arte moderna e intelectual, porém, um dos mais espontâneos grupos de teatro popular de São Luís.

Acreditando num teatro como uma compilação de diversas disciplinas, como bases específicas na encenação do ator, como único elemento verdadeiramente cirador, o TPM teve como experiência maior, encenações de criação coletiva, a partir da realidade de cada comunidade visitada.

 A Beata Maria do Egito de Raquel de Queiroz

A maioria das suas produções foram destinadas às comunidades rurais e urbanas, encenando em centros comunitários, sindicatos, colégios, clubes de jovens e uniões de moradores.

O grupo teve suas atividades encerradas no fim da década de 80.

 Joselito, o palhacinho da alegria de Wilson Martins

ESPETÁCULOS

Pedro Ninguém – 1970/73

Via Crucis – 1973

A Encruzilhada – 1973/74

Mordaça – 1975

A Beata Maria do Egito de Raquel de Queiroz – 1975/76

Uns fé de mais, outros fé de menos – 1977/78

Vela ao Crucificado – conto de Ubiratan Teixeira, adaptado e dirigido por Wilson Martins, com músicas de César Teixeira – 1978/79

Desejamento – 1980/81

Joselito, o palhacinho da alegria de Wilson Martins – 1980/85.