segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Grupo Trama

O Grupo de Teatro Amador da Alumar foi fundado em 1988 por Jésus Ribeiro, como a maioria dos grupos que foram criados no final da década de 1980, teve curta duração com o fim da Federação de Teatro Amador do Maranhão.
Jésus Ribeiro com larga experiência como ator no Teatro Experimental Anilense- TEA, com o teatro correndo em suas veias propõe a direção da Alumar, mais especificamente à Associação Atlética, empresa na qual trabalha, a criação de um grupo teatral. Com a resposta decisiva da direção da empresa de alumínio, Jésus abre inscrições para funcionários e pessoas da comunidade que passam a fazer parte do grupo.

Realizam-se oficinas de corpo, voz e interpretação e estudo do texto de Zuleika Melo, resultando na montagem e apresentação de "O Coelho Boa Vida de Zuleika Melo, durante a Semana da Criança. Durante a  XI Mostra Maranhense de Teatro (1988), apresenta-se no Teatro Arthur Azevedo, no Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho, no teatro da Igreja de São Pantaleão e em vários bairros da capital.    

ESPETÁCULOS:

O Coelho Boa Vida de Zuleika Melo
Infantil
Ano: 1988
Direção: Jésus Ribeiro
Elenco: Jésus Ribeiro (Coelho), Giovanni (Mágico), Aluísio Chéria (Guarda), Marquinhos (Macaco), Lourenço Ramos (Jabuti), Fabiana (Luizita)

Amor por Anexins de Arthur Azevedo *
Adulto
Ano: 1990
Direção: Jésus Ribeiro
Elenco: Jésus Ribeiro (Isaías), Aluísio Chéria (Inês) e Marcus (Felipe)

Chico Rei de Walmir Ayalla *
Adulto
Ano: 1992
Direção: Jésus Ribeiro
Elenco: Jésus Ribeiro (Chico Rei), Silvia Madeira (Rainha) e Helton Madeira (Morte)

A Bruxinha que Era Boa de Maria Clara Machado
Infantil
Ano:
Direção: Jésus Ribeiro

Obs.: Espetáculos remontados em outros anos com elenco diferenciado.
Fonte: Programa da XI Mostra Maranhense de Teatro – 1988.








domingo, 16 de outubro de 2011

ENSAIO GERAL

O teatrólogo e diretor de teatro Ubiratan Teixeira com o desejo de retomar suas atividade de teatro reune um grupo  de amigos em busca de patrocínio para a criação de um grupo de estudos e encenação teatral fundando, assim,  a Associação Cultural e Beneficiente do Teatro Popular do Brasil que viriá a viabilizar a criação do grupo Ensaio Geral.
Formado por jovens atores oriundos do Teatro
 Experimental do Matanhão - TEMA, o grupo estréia com a peça Natal na Praça de Henri Ghéon em 1996, no Teatro Alcione Nazaré.

O grupo teve curta direção, produzindo os seguintes espetáculos:

1996 – Natal na Praça de Henri Ghéon;

1997 – O Mistério da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo de Michel Ghelderode;

1998 – Lisístrata de Aristófanes;

1999 – A Capital Federal de Arthur Azevedo;

2003 – Natal na Praça Henri Ghéon (com atores da cidade de Colinas).
Andrea Barbare (Mercedes), Francisco Pedrosa (Melchior), Claudiana Cotrim (Sara) e Ana Champoudry (Bruno) em Natal na Praça de Henri Ghéon. Direção de Ubiratan Teixeira. 1996.
O grupo realizou ainda cursos e oficinas de corpo, voz e história do teatro e a leitura pública do texto de Oswald de Andrade “O Rei da Vela”.
Fonte: Leite, Aldo. Memória do Teatro Maranhense. São Luís: Edfunc, 2007.

Teixeira, Ubiratan. O Teatro que eu Vi e o Espetáculo que eu Fiz. São Luís: Academia Maranhense de Letras,1989.

Suplemento Literário e Cultural Jornal Pequeno Guesa Errante. Nº 110. São Luís, 2006.

Programa da peça Natal na Praça Henri Ghéon. 1996.


Imagens: Divulgação

Ubiratan Teixeira

Nasceu em São Luís (MA), 1931.

É dramaturgo e diretor de teatro, além de contista, cronista, novelista, romancista, pesquisador, crítico de arte, professor e jornalista.

Membro da Academia Maranhense de Letras, ocupando a cadeira nº 36.

Formação

Licenciatura em Letras pela Universidade Federal do Maranhão

Jornalismo pela PUC-SP.

O Intelectual

Ubiratan Teixeira é um dos intelectuais maranhense mais ativo nos movimentos culturais e artísticos de São Luís. Nas décadas de 1950/60 participou da SCAM – Sociedade de Cultura Artística do Maranhão, do Centro Cultural Graça Aranha, fundou grupos de teatro e ministrou cursos de corpo, voz e história do teatro. Trabalhou em diversos jornais da cidade como a Pacotilha/Globo, Diário do Norte, Jornal do Dia de Bolso, e atualmente é cronista do jornal O Estado do Maranhão.

Foi funcionário da TV Educativa do Maranhão (1969-1995) onde exerceu as funções de professor de TV, diretor de programas e produtor de programas culturais.

Ubiratan Teixeira é um dos principais ficcionistas maranhenses da atualidade, cuja obra retrata a sociedade maranhense de forma irônica.

O Homem de Teatro

Na infância assiste a espetáculos de circo e operatas levado pelo pai de criação. Na adolescência descobre que seu pai biologico Ubiratan Filho dirigia um grupo de teatro na cidade, e incentivado pelo tio Floriano Teixeira passa a paricipar do grupo de teatro do pintor J. Figueiredo, chamado Teatrinho dos Novos onde ficou durante três anos, quando o grupo se desfez.
No Teatrinho dos Novos, estréiou no espetáculo No Reino das Sombras de Kleber Fernandes, interpretando um velho ancião.

Com o fim do Teatrinho dos Novos, o velho Bira, passa por vários grupos teatrais da cidade como ator, contrarregra, ponto, entre outras atividades até ser convidado pelo médico e escritor João Mohana para participar do Teatro de Ação Católica da Arquidiocese de São Luís, onde assume a função de diretor da peça A Comédia do Coração do pernambucano E. de Paula Gonçalves, cuja qualidade técnica leva o ministro Paschoal Carlos Magno doar para Ubiratan uma bolsa de estudo em direção teatral na Itália, em 1954, onde estuda com Frederico Fellini no Instituto de Arte Dramática Pro Dei, em Roma, e, com Sílvio D’ Amico no Piccolo Teatro di Millano, em Milão. Na sua estad em Milão participa da montagem da peça Nostro Milano, dirigida por Giorgio Streller.

De volta à São Luís retoma seus trabalhos Teatro de Ação Católica onde encena:

- O Processo de Jesus de Diego Fabri;

- A Via Sacra de Henri Ghéon;

- Sibita e o Dragão de Lúcia Benedetti;

- Os Inimigos não Mandam Flores de Pedro Bloch;

- A Revolta dos Brinquedos de Pernambuco de Oliveira.

Ao sair do Teatro de Ação Católica para continuar seus estudos de educação formal funda grupos pelos cursos onde passa e dar aulas de História do Teatro e de Interpretação no Teatro Experimental do Maranhão.

Em 1995, após aposentadoria da TVE, junto com amigos funda a Associação Cultural e Beneficiente do Teatro Popular do Brasil que viabilizaria o grupo Ensaio Geral, produzindo as seguintes peças teatrais:

1995 – Natal na Praça de Henri Ghéon;

1997 – O Mistério da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo de Michel Ghelderode;

1998 – Lisístrata de Aristófanes;

1999 – A Capital Federal de Arthur Azevedo;

2003 – Natal na Praça Henri Ghéon (com atores da cidade de Colinas).

O grupo realizou ainda cursos e oficinas de corpo, voz e história do teatro e a leitura pública do texto de Oswald de Andrade “O Rei da Vela”.

A novela Vela ao Crucificado em escrita em 1979, de sua autoria foi adaptada e encenada pelo escritor e diretor de teatro Wilson Martins com os  grupos: Teatro Popular do Maranhão (1980) e Teatro Operário do Maranhão (1985). A novela também, foi adaptada para o cinema pelo cineasta Frederico Machado em 2009.

Atualmente, além, de escrever diariamente no jornal O Estado do Maranhão é sempre convidado para participar de comissões de júri de festivais de teatro e cinema, seleção de obras e artistas em salões, mostras e encontros de arte e seleção de obras literárias em São Luís e no estado do Maranhão.

O velho Bira não para, entre os seus projetos está uma coletânea sobre a obra do dramaturgo, novelista e romancista Fernando Moreira e duas coletâneas sobre suas crônicas em jornais uma sobre teatro e a outra sobre a vida cultural e política do estado.

Obras sobre teatro publicadas:

1970 – Pequeno Dicionário de Teatro. São Luís: Departamento de Cultura do Estado do Maranhão.

1980 – Caminho sem Tempo (farsa/tragédia/musical). São Luís: SECMA/SIOGE.

1987 – Bento e o Boi (teatro). São Luís: SIOGE.

1989 – O Teatro que eu Vi e o Espetáculo que eu Fiz (ensaio). São Luís: Academia Maranhense de Letras.

1992 – Búli-búli (teatro infantil). São Luís: Academia Maranhense de letras.

2005 – Dicionário de Teatro (reedição). São Luís: GEA.

Tem a seguinte obra inédita em teatro: O Bequimão

Prêmios:

1979 – Prêmio Arthur Azevedo do Concurso Literário e Artístico Cidade de São Luís pela obra Caminho sem Tempo.

Fonte: Leite, Aldo. Memória do Teatro Maranhense. São Luís: Edfunc, 2007.


Teixeira, Ubiratan. O Teatro que eu Vi e o Espetáculo que eu Fiz. São Luís: Academia Maranhense de Letras,1989.


Suplemento Literário e Cultural Jornal Pequeno Guesa Errante. Nº 110. São Luís, 2006.


Programa da peça Natal na Praça Henri Ghéon. 1996.


Imagem: Renato Pereira























































































segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Domingos Elias Tourinho

Tourinho interpreta poemas de Ferreira Gullar. 2009.

Nasceu em São Luís (MA), 1957.

Ator, Diretor, Produtor Cultural e Professor de Artes Cênicas.

Formação: Licenciatura em Educação Artística – Artes Cênicas.

Tourinho, como é mais conhecido Domingos Elias Tourinho, recebe de sua mãe as influências para o fazer artístico e cultural, pois a mesma saia em brincadeiras natalinas e de carnaval, além, de participar de encenações de comédia na Fabrica Rio Anil, onde trabalhava.

Desde criança, tourinho, já participava de brincadeiras de urso, quadrilha, dança do balaio, bumba meu boi e dança do Caroço. No fundo do quintal da sua casa improvisava com os irmãos e amigos brincadeiras de encenação em dramas e números.

O teatro propriamente dito, vai acontecer, em 1973, quando aluno do Centro de Ensino do Maranhão – CEMA, faz parte do elenco da peça de Maria Clara Machado, O Caso dos Pirilampos, apresentada no famoso Festival de Arte do CEMA, encenação premiada  no evento.

Durante o ano de 1974, participa do LABORARTE, saindo longo em seguida (1975) para integrar o Grupo de Teatro Livre – GETE, onde dirige Os Dez Mandamentos e Fome, texto de sua autoria.

Do ano de 1977 a 1985, integra o elenco do grupo Teatro Experimental Anilense – TEA, onde além de atuar, dirige, produz e cria figurinos, iluminação e cenários.

Com sua saída do TEA, Tourinho passa a ser convidado como ator pelos grupos: GANGORRA, TEMA, GRITA, CARICARETA, entre outros.

É um dos fundadores da COTEATRO (1989), da qual faz parte do elenco.

Foi presidente (1985/86) e tesoureiro da Federação de Teatro do Maranhão e atualmente é diretor do Centro de Artes Cênicas do Maranhão – CACEM e do grupo de dança popular Canjerê que encena as danças Cacuriá e Reisado.

Desde o ano de 1999, vem interpretando o monólogo Revestrés Pai D'Égua adaptado do cordel de Zé da Luz "Confissões de um Cabôco".
Touinho em Revestrés Pai D'Égua. Adptação, Interpretação e Direção. 2002.

Fonte: Leite, Aldo. Memória do Teatro Maranhense. São Luís: EdFunc, 2007.

Teatro Experimental Anilense

Áurea Emilia, Paulo César Grajaú e Augusto Rosa em A Viagem de um Barquinho de Silvia Ortoff. Direção de Domingos Tourinho. 1980
O Teatro Experimental Anilense, mais conhecido como TEA, surgiu em 1972, no bairro do Anil. O grupo ensaiava no Salão Paroquial da Igreja Nossa Senhora da Conceição no Anil, porém, não tinha nenhum vinculo com a Igreja. Fazia apresentações no teatro anexo à igreja e nos bairros ao entorno: Cruzeiro do Anil, Pão de Acuçar, Aurora, Santo Antonio e Santa Cruz. Após cada apresentação realizava debates com a platéia presente sobre a temática abordada na peça, em questão.

Espetáculos encenados:

1972 – Professor Burro, Alunos Carroças de Nonato Pudim;

1973 – Paixão de Cristo de Criação Coletiva;

             A Vida de São Francisco de Assis de Nonato Pudim;

1974 – Via Sacra de Nonato Pudim;

              Antígona de Sófocles;

1975 – Paixão de Cristo de Nonato Pudim;

             Um Quarto de Empregada de Jurandir Pereira;

             Natal de Nonato Pudim;

1976 – Cristus et Crux de Marly Dias e Tácito Borralho;

             O Vaso Suspirado de Ariano Suassuna;

1977 – Judas Iscariotes de Nonato Pudim;

              A Pena e a Lei de Ariano Suassuna;

              O Auto da Compadecida de Ariano Suassuna;

1978 – O Filho do Homem de Criação Coletiva – texto final de Augusto Rosa;

              Arrocha Negrada de Nonato Pudim;

              Um Ato Só de Nonato Pudim;

1979 – Cristificação do Universo de Autor Anônimo;

1980 – Crucificação de Criação Coletiva;

              A Viagem de um Barquinho de Silvia Ortoff;

              Estatuto do Homem de Tiago de Melo;

1981 – Carne e Esqueleto de Ferreira Gullar e Roberto Kenard;

             O Castelo das 7 Torres de Benjamin Santos;

1982 – Pai-Chão de Criação Coletiva;

             Chico Rei de Walmir Ayala;

              Frei Junipero e o Pé de Porco de Autor Anônimo;

1984 – Quando as Máquinas Param de Plínio Marcos;

1989 – Adivinhe Quem vem para o Almoço de Esopo.
Augusto Rosa e Domingos Tourinho em Adivinhe quem vem para o Almoço de Esopo. Direção de Domingos Tourinho. 1989.
Ficha técnica de alguns espetáculos;

ARROCHA NEGRADA

Autor: Nonato Pudim

Ano: 1979

Direção Geral e Musical: Lourenço Claudio

Elenco: Augusto, Angélica, Paulo, Áurea, Euvaldo Duarte, Simone, Regina, Ana Suely, Lourdes, Tourinho, Lourenço, Luiz Paiva, Elinaldo, Nonato Queiroz

Cenário e Figurinos: Criação Coletiva

Coreografia: Augusto, Tourinho e Paulo
Áurea Emilia e Domingos Tourinho em Quando as Máquinas Param de Plínio Marcos. Direção de Domingos Tourinho. 1984
O AUTO DA COMPADECIDA

 Autor: Ariano Suassuna

Ano: 1979

Direção Geral e Musical: Domingos Elias “Tourinho”

Elenco: Augusto, Áurea, Euvaldo Duarte, Regina, Ana Suely, Lourdes, Tourinho, Lourenço, Luiz Paiva, Elinaldo, Nonato Queiroz, Carlos Cezar, Pindô

Cenário e Figurinos: Criação Coletiva


CRUCIFICAÇÃO

Autor: Criação Coletiva

Ano: 1979

Direção Geral e Musical: Tourinho

Elenco: Augusto, Áurea, Euvaldo Duarte, Simone, Regina, Ana Suely, Lourdes, Tourinho, Lourenço, Luiz Paiva, Elinaldo , Nonato Queiroz, Pindô, Domingas, Carlos Cézar

Cenário e Figurinos: Criação Coletiva

Coreografia: Tourinho

Luz: Antonio Duarte


DE VOLTA AO MADEIRO

Autor: Nonato Pudim

Ano: 1979

Direção Geral e Musical: Lourenço Claudio

Elenco: Augusto, Angélica, Paulo, Áurea, Euvaldo, Simone, Regina, Ana Suely, Lourdes, Tourinho, Lourenço, Luiz, Elinaldo, Nonato

Cenário e Figurinos: Criação Coletiva

Coreografia: Augusto, Tourinho e Paulo


CHICO REI

O homem pode construir com a sua

prisão, o pássaro da liberdade.


Walmir Ayala

Chico Rei, espetáculo baseado na figura lendária do herói Vila Riquenho, que se perde nos períodos imemoriais de nossa escravatura declarada. No TEMPO em que a luta popular, defendia a braço, com suor, sangue e força, não era ganha dentro de gabinetes e nem em lugar dos lutadores renhidos, heróis de inquebrantável opinião, eram aureados e aclamados heróis os donos do poder constituído, como é o caso da Abolição da Escravatura e Proclamação da República e tantos outros movimentos populares.

Chico Rei, o herói negro, o gigante acorrentado, que É no escuro das cafuas mais majestoso e mais soberbo que El Rei, e que FOI entre a agonia e a morte mais poderoso e mais temível que os dragões da Guarda Nacional. E que SERÁ o símbolo permanente da luta pela liberdade; mesmo fora das cadeias e dos grilhões, elo forte entre o passado, o presente e até o futuro que nos aguarda indefinido e assombrador.
 
A peca de Walmir Ayala é o 17º espetáculo do Teatro Experimental Anilense, que preocupado com toda uma corrente de pensamento, tenta mostrar a cada dia espetáculos conseqüentes, relatando a sua posição perante esta realidade carente de transformação, tentando uma consciência crítica posicionada, e não acomodada com a expoliação do seu povo, o produtor de riquezas e que é deixado a mercê do gládio e da chibata tirana, imperialista, aristocrática e ditadora.
Domingos Tourinho (Chico Rei) e Lourdes Azevedo (Rainha Ginga) em Chico Rei de Walmir Ayala. Direção de Domingos Tourinho. 1981

Chico Rei

Autor: Walmir Ayala

Ano: 1981

Direção: Tourinho

Elenco: Tourinho (Chico Rei), Lourdes (Rainha Ginga), Vera (Princesa), Áurea (Vila Rica), Augusto (Morte)

Coreografia e Figurino: Augusto

Cenário: Euvaldo

Adereços: O Grupo

Sonoplastia e Iluminação: Diogo

Maquiagem: Áurea e Lourdes

Fonte: Leite, Aldo. Memória do Teatro Maranhense. São Luís: EdFunc, 2007.
  
             Programa da VI Mostra Maranhense de Teatro – 1981.

Grupo Upaon-Açú

O Grupo Upaon-Açu foi fundado em 1979, pela Coordenadoria de Educação Artística da ex Escola Técnica Federal do Maranhão, hoje IFMA, que mantinha, também, os grupos de Dança, Canto Coral e Artes Plásticas, respectivamente dirigidos por Regina Telles, Chico Pinheiro e Miguel Veiga.

O Grupo Upaon-Açú, sob a direção de Cosme Jr. montou os seguintes espetáculos:

- A Via Sacra de Henri Gheon;

- Incursão à Flor do Lácio de Monteiro Lobato;

- Tistu, o menino do pelegar verde de Maurice Druon;

- O Casamento na Roça de Criação Coletiva;

- Arena Conta Zumbi de Gianfrancesco Guarnieri;

- Morte e Vida Severina de João Cabral de Mello Neto;

- As Aventuras de Boccaccio – adaptação de Literatura de Cordel;

- A Beata Maria do Egito de Rachel de Queiroz;

- Os Fuzis de Maria Carrar de Beltord Brechet;

- Édipo Rei de Sófocles - leitura.


A BEATA MARIA DO EGITO

A peça

O texto, de autoria de Raquel de Queiroz, versa sobre o conflito que se desencadeou na cidade de Juazeiro entre os devotos do Pe. Cícero e o Governo da época. Atraídos pelo fanatismo do padre, de todo o Estado do Ceará partiam “romeiros” para ajudar o padre Cícero nessa luta desigual. Raquel de Queiroz, inspirada nesse fato criou a personagem A Beata Maria do Egito, devota do padre que quer passar pela cidade onde se desenvolve a ação com os romeiros, que deverão servir de reforço à casa do padre Cícero. As autoridades constituídas da cidade não permitem, estabelecendo daí o conflito dramático básico do espetáculo.

Autor: Raquel de Queiroz

Ano: 1981

Direção: Cosme Jr.

Elenco: Rosalvo Lima (Tenente), Rosário Santos (Beata Maria do Egito), João Ferreira (Cabo Lucas), Jerônimo Albuquerque (Coronel)

Assistente de Direção: Celso Menezes

Cenários e Figurinos: Cosme Jr.

Fonte: Programa da VI Mostra Maranhense de Teatro – 1981.


Cosme Jr

Cosme Jr em Tempo de Espera de Aldo Leite. 1975

São Luís (MA), * 21.01.1953 - + 06.01.1990

Foi ator, professor e jornalista

Cosme de Carvalho Júnior foi Presidente da Federação de Teatro do Maranhão – FETEMA e  da Confederação Nacional de Teatro Amador – CONFENATA.

Diretor do Teatro Arthur Azevedo – em 1980.

Diretor do Grupo de Teatro UPAON-AÇU da Escola Técnica Federal do Maranhão, atual IFMA.

Participou dos Grupos de Teatro:

Teatro Experimental do Maranhão – TEMA, sob a direção de Reynaldo Faray, onde estreiou na peça Casa de Orates, posteriormente participou de mais de uma dezena de espetáculos infantis e adultos na área do teatro e da dança.

Grupo Cazumbá, sob a direção de Américo Azevedo Neto.

Grupo MUTIRÃO, sob a direção de Aldo Leite, participando dos seguintes espetáculos: Tempo de Espera de Aldo Leite, Saltibancos de Chico Buarque de Holanda e Os Perseguidos de João Mohana.

Recebeu, em 1977,  indicação para o prêmio Mambembe/Rio de Janeiro como revelação de ator pela sua atuação em Tempo de Espera, de Aldo Leite.
 
Fonte: Leite, Aldo. Memória do Teatro Maranhense. São Luís: EdFunc, 2007.
Programa da peça Aves de Arribação de Aldo Leite, 1981.
Programa da VI Mostra Maranhense de Teatro, 1981.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Tácito Freire Borralho


Primeira Cruz (MA), 07.08.48

Vive e trabalha em São Luís/MA.

Atualmente é professor Adjunto do Departamento de Artes da UFMA e Diretor Artístico da COTEATRO.

Formação:

Ginasial no Colégio Ateneu Teixeira Mendes – São Luís/MA.

Teologia em Recife/PE.

Graduado em Filosofia pela Universidade Federal do Maranhão – UFMA.

Mestre em Artes pela Universidade de São Paulo – USP.

Doutorando em Artes na Universidade de São Paulo – USP.

Tácito Borralho é dramaturgo, ator, diretor de teatro, carnavalesco, arte-educador e acima de tudo um grande animador cultural. Foi criador e ajudou a criar grupos de teatro, dança, poesia, blocos carnavalescos, entre outros grupos artísticos culturais no Recife/PE e em São Luís/MA.

Iniciou suas atividades artísticas com 13 anos de idade no teatro de “canto-de-rua” no salão paroquial da Igreja de São Pantaleão, com o mestre Cecílio Sá. Emigrando para o Recife para cursar Teologia atuou na Companhia Otto Prado Produções em espetáculos adultos e infantis. Durante as férias quando retornava a São Luís, fundou o grupo Teatro de Férias do Maranhão.


Voltando definitivamente à São Luís cria o Laborarte, renovando definitivamente o panorama teatral e cultural da cidade.

Principais Produções e cargos exercidos:

1970 – Foi fundador e diretor do Grupo Armação do Recife em Recife/PE – vencedor do 1º Festival Nacional de Teatro de Caruaru.

1971 – Foi fundador e diretor do Teatro de Férias do Maranhão – TEFEMA em São Luís/MA.

1972 – Foi fundador e presidente do Grupo Laborarte em São Luís/MA.

1990 – Foi fundador e presidente da Companhia Oficina de Teatro – COTEATRO, em São Luís/MA.

1992 – Foi idealizador, fundador e presidente do Centro de Artes Cênicas do Maranhão – CACEM, atualmente órgão da Secretaria de Estado da Cultura.

Exerceu ainda as seguintes funções:

• Presidente da Federação Nacional de Teatro Amador - FENATA;

• Presidente da Federação de Teatro Amador do Maranhão - FETEMA;

• Presidente da Confederação Nacional de Teatro Amador - CONFENATA;

• Presidente da Associação Brasileira de Teatro de Bonecos – ABTB;

• Presidente do Centro UNIMA BRASIL-CEUB;

• Coordenador do PRODIARTE;

• Diretor do Departamento de Assuntos Culturais da Secretaria de Estado da Cultura;

• Diretor do Teatro João do Vale órgão da Secretaria de Estado da Cultura.
Tácito Borralho em O Cavaleiro do Destino de Tácito Borralho e Josias Sobrinho. Direção de Tácito Borralha. Teatro Experimental Eugênio Kusnet. São Paulo, 1979.
 
Transcrevemos abaixo um texto da lavra de Nauro Machado denominado “Um Renovador Maranhense” que sintetiza muito bem o fazer estético de Tácito. O texto foi publicado como prefácio do livro Gibi, o menino que não sabia voar, em 1992.

"Tácito Borralho personifica a mais radical e valorativa experiência cênica a exerce-se nas duas últimas décadas no teatro maranhense.

Esta assertiva não é esdrúxula. E nem tão pouco excessiva.

Ela se fundamenta no que ocorreu de positivo no teatro maranhense a partir da criação, por Tácito Borralho, do Laborarte.

Com a práxis revolucionária do seu intento ideológico (no sentido de nele inferir-se ou incutir uma preocupação política a nível da cultura popular), Tácito reelaborou conscientemente os mitos – ou foros arcaicos – do fantasioso universo maranhense. E o mais importante: fazê-lo a nível superior de um popular infenso ainda às descaracterizações de um emergencial modernismo – ou modernoso espúrio – a chegar por vias tortuosas até nós.

As raízes por ele exploradas com a capacidade de um verdadeiro escafandrista do nosso litoral geográfico, lhe dão a primazia de ser, entre nós, um intelectual primitivista ou um ingênuo com arraigado instinto cultural.

Sua direção teve momentos importantes no nosso teatro com o vanguardismo cênico de Espectrofúria, a incursão política-metafísica de Nauro Machado, A Agonia do Homem, a denúncia social de Maré Memória e o incurso poético-fabuloso de O Cavaleiro do Destino.

Seus textos cênicos difundidos quase sempre nos meios periféricos dos grandes centros decisórios forjadores de glórias momentâneas, denotam suas preocupações com uma arte inerente aos seus pressupostos sociais.

Este texto, Gibi – o menino que não sabia voar, mostra uma face apenas de seu múltiplo talento: o da recapturação lírica do imaginário infantil.

Sua linguagem é direta e simples, sem preocupações formalísticas – como deve ser qualquer texto escrito para crianças, dentro da poesia ingênua a condizer magnificamente com o intuito de mover-lhe a fantasia aprendedora do real.

Nele, pois, fantasia e realidade se casam para a felicidade conclusiva do texto final.

Este Gibi – o menino que não sabia voar, é apenas um entre as dezenas de outros trabalhos com que Tácito Borralho vem reelaborando sucessivamente suas inquietações cênicas: com uma vontade quase ética de ver um povo igual e equânime na necessária justiça e impostergável felicidade."

Direção Teatral:

• O Juízo Final de Tácito Borralho – Grêmio Estudantil do ATENEU;

• Morte e Vida Severina de João Cabral de Melo Neto – Teatro de Férias;

• Uma Meia para um Par de Homens de Tácito Borralho – Teatro de Férias;

• Armação Monta Armação de Criação Coletiva – Grupo Armação de Recife;

• Antígona de Sófocles – Grupo Armação de Recife;

• Cristo e Cruz de Marly Dias e Tácito Borralho – Laborarte;

• O Espantalho e o Mágico de Tácito Borralho – Laborarte;

• Espectrofúria de Eduardo Lucena – Laborarte;

• Alice no País das Maravilhas de Otto Prado – Laborarte;

• O Mártir do Calvário de Eduardo Garrido – Laborarte;

• Um Boêmio no Céu de Catulo da Paixão Cearense – Laborarte;

• João Paneiro de Tácito Borralho e Josias Sobrinho – Laborarte;

• O Cavaleiro do Destino de Tácito Borralho e Josias Sobrinho – Laborarte;

• Era um vez, uma Ilha de Tácito Borralho – Laborarte;

• Quem Pariu Mateus, que Embale de Tácito Borralho – Grupo Grita;

• O Canto do Piaga de Gonçalves Dias – Grupo Gangorra;

• A Onça e o Bode – Tema;

• Show Bzzzzz... – Laborarte;

• Agonia do Homem de Nauro Machado – Laborarte;

• Maré Memória de Jsé Chagas – Laborarte;

• Paixão de Criação Coletiva – Laborarte;

• Passos de Tácito Borralho – Laborarte;

• Uma Incelença por Nosso Senhor de Tácito Borralho – Laborarte;

• Show Musical Bombarquinho – Produção Independente;

• A Arca de Noé de Aldo Leite – Grupo Mutirão;

• A Folia dos Três Bois de Silvia Ortoff– Grupo Grita;

• O Sótão de Ivan Sarney – Produção Independente;

• O Bom Malandro não Morre de Criação Coletiva – Grupo Grita;

• Preto Fugido de César Texeira – Grupo Grita;

• Gibi: o Menino que não Sabia Voar de Tácito Borralho – Coteatro;

• Peter-Pan – Coteatro;

• Édipo Rei de Sófocles – Coteatro;

• O Cavaleiro do Destino de Tácito Borralho e Josias Sobrinho – Coteatro;

• Paixão de Criação Coletiva – Coteatro;

• Paixão, Segundo Nós de Criação Coletiva – Coteatro;

• Viva El Rei, D. Sebastião de Tácito Borralho – Coteatro;

• A Bela e a Fera – Coteatro;

• Saraminda de José Sarney – Coteatro;

• Auto de Natal de Anômimo – Coteatro;

• O Anão do C Grande de Plínio Marcos – Coteatro.

Textos Teatrais Encenados:

• Uma Meia para um Par de Homens (Adulto);

• O Espantalho e o Mágico (Infantil);

• João Paneiro (com Josias Sobrinho);

• O Cavaleiro do Destino (com Josias Sobrinho);

• A Festa da Clareira Maior;

• Era um vez, uma Ilha ou O Chocalho da Cascavel;

• Quem Pariu Mateus, que Embale;

• Passos;

• Uma Incelença por Nosso Senhor;

• Gibi: o Menino que não Sabia Voar;

• O Skate Prateado;

• Viva El Rei, D. Sebastião.

Ator:

• O Anti-Cristo – Otto Prado Produções;

• O s Três Palhacinhos – Otto Prado Produções;

• Viva o Cordão Encarnado – Otto Prado Produções;

• Alice no País das Maravilhas – Otto Prado Produções;

• Agonia do Homem de Nauro Machado – Laborarte;

• Um Boêmio no Céu de Catulo da Paixão Cearense – Laborarte;

• João Paneiro de Tácito Borralho – Laborarte;

• O Cavaleiro do Destino de Tácito Borralho – Laborarte;

• Por Causa de Inês de João Mohana –Tema;

• O Castigo do Santo de Aldo Leite –Tema.

Obras Publicadas:

• João Paneiro (com Josias Sobrinho);

• O Cavaleiro do Destino (com Josias Sobrinho);

• Quem Pariu Mateus, que Embale;

• Gibi: o Menino que não Sabia Voar (SEMEC/DAC,1992);

• O Palco do imaginário popular maranhense (com Josias Sobrinho). SIOGE, 1993;

• O Boneco – do imaginário popular maranhense ao teatro: uma análise de O Cavaleiro do Destino. SESC,2005.

Prêmios:

• 1972 – I Festival Nacional de Teatro Jovem – Melhor espetáculo plástico por Espectrofúria – Niteroi/RJ;

• 1979 – Troféu MEC/Mambembe – Categoria Especial O Cavaleiro do Destino pela atuação – São Paulo/SP;

• 1990 – Prêmio Arthur Azevedo do Concurso Cidade de São Luís por Gibi: o Menino que não Sabia Voar;

• 1993 – Plano Editorial SIOGE por O Palco do imaginário popular maranhense (com Josias Sobrinho);

• 2000 – Mérito Timbira do Governo do Estado do Maranhão – São Luís/MA.

• 2005 – Plano Editorial SESC por O Boneco – do imaginário popular maranhense ao teatro: uma análise de O Cavaleiro do Destino.

Fonte: Borralho, Tácito. O Boneco – do imaginário popular maranhense ao teatro: uma análise de O Cavaleiro do Destino. São Luís:SESC, 2005.

Leite, Aldo. Memória do Teatro Maranhense. São Luís: Edfunc, 2007.

Imagens: Divulgação





































































































































































Tácito Borralho em O Cavaleiro do Destino de Tácito Borralho e Josias Sobrinho. Direção Tácito Borralho. Teatro Experimental Eugênio Kusnet - São Paulo, 1979.