quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

GRUPO GANGORRA: Um Raio de Luar


UM RAIO DE LUAR

A PEÇA
Texto baseado nos personagens da Comédia Del”Arte onde numa linguagem simples e leve, aborda os desencontros de amor do Pierrot, Colombina e Arlequim mostrando a dualidade do ser humano sem atribuir valores de verdade ao modo de ser e ao comportamento dos personagens individualmente.
Ao mostrar suas contradições, procura destacar a condição de ser humano na sua forma mais verdadeira.
Um espetáculo para todas as idades, onde a paixão é o elo entre a fantasia e o real em que cada um dá asas à imaginação.

Sobre um Raio de Luar

A Comédia Del”Arte a exemplo de outras formas de expressão teatral, tem seu inicio na Grécia Antiga. Muito antes de existir a figura do “ator”, mimos itinerantes livres da barreira das línguas, representavam nos mercados, palácios e praças das aldeias. Estando intimamente ligada à sátira, estas representações usam como material básico, os lugares-comuns do homem.realçando seus defeitos, fraquezas, o mimo é uma espécie de mago que dá ao espectador a impressão de ver o que na realidade não está lá, criando por meio de gestos disciplinados objetos de cuja existência convence através da própria observação concentrada deles. Mudando seu aspecto físico num instante, ele se transforma noutra pessoa, altera seu estado de espírito sem obedecer a um critério de realidade, só mais tarde assimilado pelo teatro.
Usado nos intervalos das grandes tragédias como um recurso de quebra de tensão, ele pode ser comparado nos nossos dias, com as atividades de palhaços no circo entre uma ou outra acrobacia mais arriscada. Seus intérpretes, eram excelentes dançarinos, acrobatas, músicos, cantores, que conforme as necessidades do momento, alteravam o que podiam dos antigos textos, sem nenhuma censura ou pudor literário. Aliás o texto na realidade era apenas um pretexto para este gênero que já no Renascimento veio a se denominar Commédia Del’Arte. Assim, neste período enquanto os estudiosos debruçavam-se na Commédia erudita, a nobreza estimulava ao lado dos mercadores abastados este teatro intelectual; a Commédia Del’Arte viesse a se concentrar. Sem a obrigatoriedade do cenário, do espaço adequado e sobretudo do texto, uma vez que  bastava apenas um roteiro, estes espetáculos ganharam a preferência popular. Sobretudo num momento em que a Igreja , proibindo a realização dos espetáculos teatrais tem apenas  nestas encenações (igualmente proibidas, porém difíceis de serem encontradas, tal a diversidade de locais, que aconteciam), um espaço para criticar, rir, refletir sobre as mazelas humanas. Contando ainda com personagens fixos em todas as suas apresentações – Arlequim, Capitão, Pantaleão, Pierrot, Colombina, entre outros, este gênero continua sendo experimentado sobretudo na Itália.
Não tivemos nesta montagem a pretensão de um trabalho acabado nesta linha. Tomamos no entanto emprestado algumas referências da Commédia Del’Arte para um experimento, que acreditamos venha atender quer o público adulto quanto o infantil.

Aldo Leite


Elenco: Glória Correia (Colombina), Josimael Caldas (Arlequim), Ana Teresa/Estrelinha (Pierrot), Domingos Elias/Tourinho (Apresentador/borboleta).

Ficha Técnica
Ano: 1990
Adaptação, direção, figurino e cenografia: Aldo Leite
Música: Josias Sobrinho
Sonoplastia: Carlos Scott e Crisbell
Confecção de adereços: Bill de Jeus e Lucas Coqueiro
Cenotécnico: Sr. Wilton
Iluminação: Larlô
Músicos: Josias Sobrinho (violão), Cláudio (contra-baixo), Zezé (flauta), Jeca (percussão)
Produção: Nazaré Jansen e Filomena Aranha

In: programa da peça

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Grupo Mutirão: Tempo de Espera

Cosme Junior (Filho)


José Inácio (Pai) e Leda Nascimento (Mãe)

Fátima Moraes (Filha)

Lizete Ribeiro (Parteira)


Reynaldo Faray


Reynaldo Faray nasceu em Cururupu, transferindo-se ainda criança para Sãoi Luís para estudar no Colégio Maristas. Os pais com o desejo de vê-lo Oficial da Marinha mudaram-se para Belém do Pará. Em Belém Reynaldo Faray apresenta em um porão de uma casa a peça de sua autoria “O Mártir Agapito”, depois encenado no Salão Paroquial Franciscano Pio XI, iniciando a sua trajetória artística.

Em 1952 cria com Agostino Conduru seu próprio grupo e apresenta no Teatro da Paz a peça “A Culpa dos País”, ano em que é convidado pelo Diretor da Divisão de Educação do Território do Amapá para criar no território o Teatro Amador do Amapá. Com o apoio do Governo local vai cursar teatro na Fundação Brasileira de Teatro no Rio de Janeiro. De volta ao Amapá desenvolve extenso programa cultural.

Em 1952 de Volta a São Luís, recebe o convite para trabalhar no SESC e fundar o Teatro Escola do SESC, sendo a primeira tentativa de teatro profissional no Maranhão, de vida efêmera pois Reynaldo Faray por não concordar com certas ideologias da direção do SESC pede demissão. Já fora do SESC cria o Teatro de Equipe do Maranhão, também chamado de Teatro de Adolescente e apresenta o espetáculo “Iaiá Boneca”.
Ainda no ano de 1959, é convidado pela direção do Clube das Mães para montar uma escola de ballet para as filhas da sociedade maranhense, criando, assim, a primeira escola de ballet do Maranhão, iniciando um movimento de teatro infantil e ballet no estado.

Funda em 1960, o Teatro Experimental do Maranhão – TEMA, encenando o espetáculo “Society em Baby-doll de Henrique Pongetti. Por um tempo o TEMA passa a se chamar de Seminário Permanente de Teatro com ênfase no teatro infantil apresentando durante o ano 4 espetáculos infantis.

Em 1971 funda a Academia Maranhense de Ballet num anexo da Universidade Federal do Maranhão, transferindo-se posteriormente para o Clube Sírio Libanês, e em 1972 é sediada no último andar do Teatro Arthur Azevedo, depois transferida para o 2° andar do sobradão da rua do Sol, 230. E em 1976, muda para sua sede própria na avenida Getúlio Vargas no Monte Castelo às expensas da Fundação Cultural do Maranhão, como reconhecimento dos altos serviços prestados à dança no estado.  

Reformulou, renovou, revolucionou, expandiu, pioneiro na moda e na televisão.

PROGRAMAS DE TV – 1963 – 1966

Na Ponta dos Pés
Esta Noite improvisamos
Brotos no Quatro
No Tempo do Vaudeville
Na História da Canção
Novelas de rádio em Macapá/AP
O Amanhã não nos pertence
Baixeza
Soledade
Rebua (adaptação)
Morro dos Ventos Uivantes (adaptação)
Naufrágios no Porto (adaptação)
A Herdeira (adaptação)
O Profundo Mar Azul (adaptação)

TEATRO

Belém/PA
A Culpa dos Pais
Conflito
Pense Alto
A Casa de Bonecas de Henrik Ibsen
A Rainha Morta
Maria Madalena
Vítimas do Amor
Coração Materno

Macapá/AP
 Feitiço
Mulheres Feias
Um Cravo na lapela
A Mulher sem Pecado de Nelson Rodrigues
Um Gesto por Outro – Jean Tardieu

São Luís/MA. 
TEATRO INFANTIL
1959- A Gata Borralheira de Maria Clara Machado
1960 – Branca de Neve e os Sete Anões de Lúcia Benedetti
            Chapeuzinho Vermelho de Maria Clara Machado
1961- Simbita e o Dragão de Lúcia Benedetti
1969 – Sinos de Natal de Lúcia Benedetti
            D. Patinha vai ser Miss de Arthur Maia
1975- O Sapo Dourado de Dilú Melo
           O Violino Mágico de Tatiana Belinsky
1976 – Pinochio de Ronaldo Boschi
            A Chuva de Sorriso de Lourenco Tudech
1978 – Os Saltimbancos de Chico Buarque
1981 – O Lenhador e a Árvore que Andava de Oscar Von Pfuhl
1993 – A Revolta dos Brinquedos de Pernambuco de Oliveira
            A Cigarra e a Formiga de Lyad de Almeida e Luiz Maia
            Pluft, o fantasminha de Maria Clara Machado
1996 – Ramiro, o Vampiro Apaixonado
            O Anjo Calminho de Georges Ohnet
1998 – A Bruxinha que era Boa de Maria Clara Machado
1999 – A Viagem de um Barquinho de Sílvia Ortoff
Sem data precisa
Libel, a Sapateirinha de Jurandir Pereira
A Bela e a Fera de Reynaldo Faray (adaptação)
D. Chicote Mula Manca de Oscar Von Pfuhl
A Bela Adormecida de Álvaro Apocalypse
O Pote Mágico de Reynaldo Faray (adaptação)
A Volta do Camaleão Alface de Maria Clara Machado
Maria Minhoca de Maria Clara Machado
O Mágico de Oz de Tatiana Belinsky
D. Baratinha quer Casar de Sylvio Gomes
A Menina e o Vento de Maria Clara Machado
A Princesa e o Bobo da Corte de Reynaldo Faray (adaptação)
Pedrinho na Casa do Sol de Zuleica Melo
O Sítio do Pica-Pau Amarelo de Monteiro Lobato
João e Maria de Maria Clara Machado
As Aventuras de Maroquinhas Frufru de Maria Clara Machado
Filhote de Espantalho de Osvaldo Waddington
As Beterrabas do Sr. Duque de Oscar Von Pfuhl
Eu Chovo, tu Choves, ele Chove de Sílvia Ortoff
Flicts de Ziraldo
O que fazer pela Flor de Marco Antonio Carvalho Freitas
O Casaco Encantado de Lúcia Benedetti
Josefina e o Dragão de Lúcia Benedetti
O Grande Circo Picolino de Reynaldo Faray (adaptação)
O Rapto das Cebolinhas de Maria Clara Machado
Romão e Julinha de Oscar Von Pfuhl
O Bode e a Onça de Reynaldo Faray (adptação)
A Gata Borralheira
O Casamento de Maria Minhoca e Chiquinho Colibri
TEATRO ADULTO
1961 – Yayá Boneca de Ernani Fornari
1962 – Uma Janela para o Sol de Pedro Bloch
            Society em Baby-doll de Henrique Pongetti
            Os Inimigos não mandam flores de Pedro Bloch
1963 – A Ratoeira de Agatha Cristie
            Gimba de Gianfrancesco Guarnieri
1963/1982 – A Via Sacra de Henri Gheon
1965 – Barco sem Pescador de Alejandro Casona
1966 – O Noviço de Martins Pena
1968 – A Moratória de Jorge de Andrade
1969 – A Consulta de Artur Azevedo
            A Nuvem de Coelho Neto
            Máscaras de Menotti Del Pichia
1970 – Beijo no Asfalto de Nelson Rodrigues
1971 – A Revolução dos Beatos de Dias Gomes
           O TEMA Conta Zumbi de Gianfrancesco Guarnieri
1972 – Por Causa de Inês de João Mohana
1973 – A Noite dos Assassinos de José Triana
            De volta às Origens de Rosa Mochel
1974 – Os Mistérios do Sexo de Coelho Neto
1975 – Amor por Anexins de Artur Azevedo
            Quem Casa, Quer Casa de Martins Pena
1976 – O Começo é Fácil, o Difícil é Depois de Milton Moraes
             Hoje a Banda não Sai de Severino Marques Tavares
1981 – A Incelença de Luiz Marinho
            Navalha na Carne de Plínio Marcos
1982 – Maria Arcângela de Aldo Leite (adaptação)
1984 – Lances de Sábado de Fernando Moreira
1985 – O Castigo do Santo de Aldo Leite
1997 – O Pleito de Aldo Leite
            O Largo do Desterro de Reynaldo Faray (adaptação)
Sem data precisa
As Mãos de Eurídice de Pedro Bloch
Leonora dos Setes Mares – Anônimo
O Amor que não Morreu de Alan Laugdon
A Juriti de Viriato Correa
Descobrimento do Maranhão de Rosa Mochel
Voando nas Nuvens de Reynaldo Faray (adaptação)
Bumba-meu-boi, Fantasia, Maravilha de Rosa Mochel
Gupeva de Maria Firmina dos Reis
Dorotéia Vai a Guerra de Carlos Alberto Ratton
Apareceu a Margarida de Roberto Athaíde
O Santo Inquérito de Dias Gomes
O Baile da Despedida de Reynaldo Faray (adaptação)
O Grande amor de Gonçalves Dias de Viriato Corrrea
Os Fuzis da Senhora Carrar de B. Brecht
Barrela de Plínio Marcos
Entre Quatro Paredes de Sartre

No SESC
Criou o Teatro Escola do SESC, em 1957, onde deu aulas como instrutor de teatro
1957 – O Rapto das Cebolinhas de Maria Clara Machado
1958 – Irene de Pedro Bloch
            Sesc Folies de Fernando Moreira
            Inês sem Pedro de Fernando Moreira
            Um Raio de Sol de Guglielmo Zorri
Pro não concordar com as ideologias do SESC, sai  e cria o Teatro de Equipe do Maranhão, também chamado de Teatro de Adolescente
1959 – A Grande Estiagem de Isaac Gondim Filho
           A Verdade Acerca da Beata de Fernando Moreira
           Iaiá Boneca