segunda-feira, 23 de maio de 2011

Ana Rodrigues a essência do cômico


Ana Maria Alves Rodrigues, mais conhecida no meio artístico como Ana Rodrigues, nasceu em São Luís/MA, em 1943 e faleceu na mesma cidade no dia 20 de maio de 2011.

Ana Rodrigues era atriz, cantora e artista plástica, com incursões pela carnaval como destaque das escolas de samba Turma do Quinto, Flor do Samba, Favela e Unidos de Fátima.


Na década 1970, vai morar no Rio de Janeiro onde faz novelas na TV Globo e na TVE. Como atriz fez
cinema e teatro (Arca de Noé de Aldo Leite e direção de Tácito Borralho, 1989).

Seus últimos trabalhos como atriz foram: Na Cor do Pecado (Novela da Globo); o documentário "Quilombos Maranhenses" de Claúdio Faria e o documentário "Bom Te Ver" de Léa Furtado e Francisco Colombo, com o qual ganhou o prêmio Festival Guarnicê de Cine e Vídeo, em 2005.

Sua característica como interprete era a comicidade, que tirava de letra, mesmo nos pequenos papéis. Na peça Arca de Noé de Aldo Leite, sob a direção de Tácito Borralho, interpretava uma rainha que não dava uma só palavra, apenas comia em cena, mas tornava-se o centro da cena quando adentrava no palco do Teatro Praia Grande (hoje Alcione Nazaré), isso no ano de 1989. 

Tapete Criações Cênicas: Iaô, o caminho dos mistérios

Tapete Criações Cênicas: a escrita de Deus


O trabalho foi desenvolvido utilizando-se da pesquisa realizada pelo ator Urias de Oliveira acerca do teatro gestual, através de uma metodologia organizada à luz do Butoh e de pesquisadores como Rudolph Laban, Eugenio Barba e outras referências na criação do signo corporal para a cena teatral.

Atualmente produzido pela Cia. Tapete, Criações Cênicas, “A Escrita do Deus” foi apresentado em 1998, pela primeira vez, pela Santa Ignorância Cia de Arte, no teatro Arthur Azevedo. Com boa repercussão junto ao público de São Luis, ganhou prêmios em festivais de teatro pelo Brasil a fora. Recebeu prêmios no VIII Concurso de Monólogos Ana Maria Rego, realizado em Teresina-PI, em junho de 1999 (melhor Espetáculo Júri Polpular, melhor Ator e melhor Maquiagem); no Festival Nacional de Monólogos Wolf Maia”, em Goiânia-GO, em outubro de 1999 (melhor Ator, melhor Maquiagem, melhor Texto, melhor Direção e melhor Monólogo) e em Camaçari-BA como melhor espetáculo em 2005.

Participou também do X Festival de Vitória-ES, 2000; do IX Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga-CE, em setembro de 2002; do Festival de teatro em Guarabira-PB, 2002; do Festival Maranhense de Teatro em Imperatriz-MA (2003). Apresentando também em Franca-SP e no interior do Estado do Maranhão.

“A Escrita do Deus” continua seu caminho, sofrendo transformações na medida em que Urias de Oliveira reconhece a escrita do seu Deus, e muda cenário e música. O tempo agora é maior, e a história é contada por um ator mais maduro, que se aproxima cada vez mais de Tznacan, sem perder a visão do limite entre ator e personagem.

“A Escrita do Deus” é um monólogo que há 10 anos resiste na indústria cultural, através de suas temporadas em São Luis , em outros municípios do Estado do Maranhão e festivais nacionais, possibilitando o intercâmbio da Cia. Tapete com outros grupos e suas produções artísticas.

Prêmio: A Escrita de Deus foi premiado em vários festivais nacionais de teatro no Brasil.

1999 – Melhor Espetáculo Júri Popular; Melhor Ator e Melhor Maquiagem Júri Técnico no VIII Concurso de Monólogos Ana Maria Rego, em Teresina/PI.

1999 – Melhor Ator, Melhor Maquiagem, Melhor Texto, Melhor Direção e Melhor Monólogo no Festival Nacional de Monólogos Wolf Maia, em Goiânia/GO.

2005 – Melhor Espetáculo em Camaçari/Ba.

Tapete Criações Cênicas: Galateia Club

 

Tapete Criações Cênicas: histórico

A Tapete Criações Cênicas, foi fundada em 04 de abril de 2001, logo após o encerramento da temporada do espetáculo “Galatéia Club” de Luiz Pazzine. Gisele Vasconcelos, Claudiana Cotrim, Maria Ethel e Urias de Oliveira que faziam parte do elenco com o objetivo de dar continuidade aos seus estudos, pesquisas e experimentações com a linguagem de artes cênicas e de contar história fundam a companhia, que nestes dez anos montou os seguintes espetáculos:

2001/02 – A Escrita de Deus – Direção e autoria de Urias de Oliveira

2001 – Os Sonhos de Tom e Theo de Arnaldo Miranda

2003/05 – A Cidade – Intervenção poética

                Um Tapete Cheio de Histórias

2004/05 – Iaô, o caminho dos mistérios – Direção de Urias de Oliveira

2005 – Médeia In Mortal de Eurípedes – Direção de Urias de Oliveira

2006 – Dorotéia – de Nelson Rodrigues

            A Vaca Lelé de Ronaldo Ciambroni – Direção de Urias de Oliveira

2006/07/09 – O Natal dos Pequeninos

2007 – O Macaco Malandro de Tatiana Belinky

            Onde estão as crianças de Roger Vitrac – Concepção cênica de Robson Diniz

Robson Diniz em Onde estão as crianças
            Chegança

             Balaco Baco

2008 – Viva a Floresta

2009/10 – A Solidão de Dom Quixote – Concepção cênica de Urias de Oliveira

2010 – Hotel Medea

            Performances e Intervenções Cênicas

           Tambores, como escrevi este livro

           Rendeiras

           Movimento Alegria

           Sacada Poética

           O Menestrel

           Tecido Aéreo

          Brinquedo Circense

          Pinta Cara

Em 2002, entram para compor o grupo os atores André Lobão, Erivelton Martins e Renata Figueiredo.

Em 2008, cria o laboratório de criação com o objetivo de realizar oficinas para seleção de novos atores para elenco da companhia. Quando entram os atores Robson Diniz, Nilce Braga, Heidy Ataídes, Irlene Rocha, Leticia Amorim e Raquel Franco.

Atualmente a companhia é formada pelos seguintes atores: Urias de Oliveira, Claudiana Cotrim, André Lobão, Nilce Braga, Heidy Ataídes, Irlene Rocha, Leticia Amorim e Raquel Franco.

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