segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Grupo Trama

O Grupo de Teatro Amador da Alumar foi fundado em 1988 por Jésus Ribeiro, como a maioria dos grupos que foram criados no final da década de 1980, teve curta duração com o fim da Federação de Teatro Amador do Maranhão.
Jésus Ribeiro com larga experiência como ator no Teatro Experimental Anilense- TEA, com o teatro correndo em suas veias propõe a direção da Alumar, mais especificamente à Associação Atlética, empresa na qual trabalha, a criação de um grupo teatral. Com a resposta decisiva da direção da empresa de alumínio, Jésus abre inscrições para funcionários e pessoas da comunidade que passam a fazer parte do grupo.

Realizam-se oficinas de corpo, voz e interpretação e estudo do texto de Zuleika Melo, resultando na montagem e apresentação de "O Coelho Boa Vida de Zuleika Melo, durante a Semana da Criança. Durante a  XI Mostra Maranhense de Teatro (1988), apresenta-se no Teatro Arthur Azevedo, no Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho, no teatro da Igreja de São Pantaleão e em vários bairros da capital.    

ESPETÁCULOS:

O Coelho Boa Vida de Zuleika Melo
Infantil
Ano: 1988
Direção: Jésus Ribeiro
Elenco: Jésus Ribeiro (Coelho), Giovanni (Mágico), Aluísio Chéria (Guarda), Marquinhos (Macaco), Lourenço Ramos (Jabuti), Fabiana (Luizita)

Amor por Anexins de Arthur Azevedo *
Adulto
Ano: 1990
Direção: Jésus Ribeiro
Elenco: Jésus Ribeiro (Isaías), Aluísio Chéria (Inês) e Marcus (Felipe)

Chico Rei de Walmir Ayalla *
Adulto
Ano: 1992
Direção: Jésus Ribeiro
Elenco: Jésus Ribeiro (Chico Rei), Silvia Madeira (Rainha) e Helton Madeira (Morte)

A Bruxinha que Era Boa de Maria Clara Machado
Infantil
Ano:
Direção: Jésus Ribeiro

Obs.: Espetáculos remontados em outros anos com elenco diferenciado.
Fonte: Programa da XI Mostra Maranhense de Teatro – 1988.








domingo, 16 de outubro de 2011

ENSAIO GERAL

O teatrólogo e diretor de teatro Ubiratan Teixeira com o desejo de retomar suas atividade de teatro reune um grupo  de amigos em busca de patrocínio para a criação de um grupo de estudos e encenação teatral fundando, assim,  a Associação Cultural e Beneficiente do Teatro Popular do Brasil que viriá a viabilizar a criação do grupo Ensaio Geral.
Formado por jovens atores oriundos do Teatro
 Experimental do Matanhão - TEMA, o grupo estréia com a peça Natal na Praça de Henri Ghéon em 1996, no Teatro Alcione Nazaré.

O grupo teve curta direção, produzindo os seguintes espetáculos:

1996 – Natal na Praça de Henri Ghéon;

1997 – O Mistério da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo de Michel Ghelderode;

1998 – Lisístrata de Aristófanes;

1999 – A Capital Federal de Arthur Azevedo;

2003 – Natal na Praça Henri Ghéon (com atores da cidade de Colinas).
Andrea Barbare (Mercedes), Francisco Pedrosa (Melchior), Claudiana Cotrim (Sara) e Ana Champoudry (Bruno) em Natal na Praça de Henri Ghéon. Direção de Ubiratan Teixeira. 1996.
O grupo realizou ainda cursos e oficinas de corpo, voz e história do teatro e a leitura pública do texto de Oswald de Andrade “O Rei da Vela”.
Fonte: Leite, Aldo. Memória do Teatro Maranhense. São Luís: Edfunc, 2007.

Teixeira, Ubiratan. O Teatro que eu Vi e o Espetáculo que eu Fiz. São Luís: Academia Maranhense de Letras,1989.

Suplemento Literário e Cultural Jornal Pequeno Guesa Errante. Nº 110. São Luís, 2006.

Programa da peça Natal na Praça Henri Ghéon. 1996.


Imagens: Divulgação

Ubiratan Teixeira

Nasceu em São Luís (MA), 1931.

É dramaturgo e diretor de teatro, além de contista, cronista, novelista, romancista, pesquisador, crítico de arte, professor e jornalista.

Membro da Academia Maranhense de Letras, ocupando a cadeira nº 36.

Formação

Licenciatura em Letras pela Universidade Federal do Maranhão

Jornalismo pela PUC-SP.

O Intelectual

Ubiratan Teixeira é um dos intelectuais maranhense mais ativo nos movimentos culturais e artísticos de São Luís. Nas décadas de 1950/60 participou da SCAM – Sociedade de Cultura Artística do Maranhão, do Centro Cultural Graça Aranha, fundou grupos de teatro e ministrou cursos de corpo, voz e história do teatro. Trabalhou em diversos jornais da cidade como a Pacotilha/Globo, Diário do Norte, Jornal do Dia de Bolso, e atualmente é cronista do jornal O Estado do Maranhão.

Foi funcionário da TV Educativa do Maranhão (1969-1995) onde exerceu as funções de professor de TV, diretor de programas e produtor de programas culturais.

Ubiratan Teixeira é um dos principais ficcionistas maranhenses da atualidade, cuja obra retrata a sociedade maranhense de forma irônica.

O Homem de Teatro

Na infância assiste a espetáculos de circo e operatas levado pelo pai de criação. Na adolescência descobre que seu pai biologico Ubiratan Filho dirigia um grupo de teatro na cidade, e incentivado pelo tio Floriano Teixeira passa a paricipar do grupo de teatro do pintor J. Figueiredo, chamado Teatrinho dos Novos onde ficou durante três anos, quando o grupo se desfez.
No Teatrinho dos Novos, estréiou no espetáculo No Reino das Sombras de Kleber Fernandes, interpretando um velho ancião.

Com o fim do Teatrinho dos Novos, o velho Bira, passa por vários grupos teatrais da cidade como ator, contrarregra, ponto, entre outras atividades até ser convidado pelo médico e escritor João Mohana para participar do Teatro de Ação Católica da Arquidiocese de São Luís, onde assume a função de diretor da peça A Comédia do Coração do pernambucano E. de Paula Gonçalves, cuja qualidade técnica leva o ministro Paschoal Carlos Magno doar para Ubiratan uma bolsa de estudo em direção teatral na Itália, em 1954, onde estuda com Frederico Fellini no Instituto de Arte Dramática Pro Dei, em Roma, e, com Sílvio D’ Amico no Piccolo Teatro di Millano, em Milão. Na sua estad em Milão participa da montagem da peça Nostro Milano, dirigida por Giorgio Streller.

De volta à São Luís retoma seus trabalhos Teatro de Ação Católica onde encena:

- O Processo de Jesus de Diego Fabri;

- A Via Sacra de Henri Ghéon;

- Sibita e o Dragão de Lúcia Benedetti;

- Os Inimigos não Mandam Flores de Pedro Bloch;

- A Revolta dos Brinquedos de Pernambuco de Oliveira.

Ao sair do Teatro de Ação Católica para continuar seus estudos de educação formal funda grupos pelos cursos onde passa e dar aulas de História do Teatro e de Interpretação no Teatro Experimental do Maranhão.

Em 1995, após aposentadoria da TVE, junto com amigos funda a Associação Cultural e Beneficiente do Teatro Popular do Brasil que viabilizaria o grupo Ensaio Geral, produzindo as seguintes peças teatrais:

1995 – Natal na Praça de Henri Ghéon;

1997 – O Mistério da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo de Michel Ghelderode;

1998 – Lisístrata de Aristófanes;

1999 – A Capital Federal de Arthur Azevedo;

2003 – Natal na Praça Henri Ghéon (com atores da cidade de Colinas).

O grupo realizou ainda cursos e oficinas de corpo, voz e história do teatro e a leitura pública do texto de Oswald de Andrade “O Rei da Vela”.

A novela Vela ao Crucificado em escrita em 1979, de sua autoria foi adaptada e encenada pelo escritor e diretor de teatro Wilson Martins com os  grupos: Teatro Popular do Maranhão (1980) e Teatro Operário do Maranhão (1985). A novela também, foi adaptada para o cinema pelo cineasta Frederico Machado em 2009.

Atualmente, além, de escrever diariamente no jornal O Estado do Maranhão é sempre convidado para participar de comissões de júri de festivais de teatro e cinema, seleção de obras e artistas em salões, mostras e encontros de arte e seleção de obras literárias em São Luís e no estado do Maranhão.

O velho Bira não para, entre os seus projetos está uma coletânea sobre a obra do dramaturgo, novelista e romancista Fernando Moreira e duas coletâneas sobre suas crônicas em jornais uma sobre teatro e a outra sobre a vida cultural e política do estado.

Obras sobre teatro publicadas:

1970 – Pequeno Dicionário de Teatro. São Luís: Departamento de Cultura do Estado do Maranhão.

1980 – Caminho sem Tempo (farsa/tragédia/musical). São Luís: SECMA/SIOGE.

1987 – Bento e o Boi (teatro). São Luís: SIOGE.

1989 – O Teatro que eu Vi e o Espetáculo que eu Fiz (ensaio). São Luís: Academia Maranhense de Letras.

1992 – Búli-búli (teatro infantil). São Luís: Academia Maranhense de letras.

2005 – Dicionário de Teatro (reedição). São Luís: GEA.

Tem a seguinte obra inédita em teatro: O Bequimão

Prêmios:

1979 – Prêmio Arthur Azevedo do Concurso Literário e Artístico Cidade de São Luís pela obra Caminho sem Tempo.

Fonte: Leite, Aldo. Memória do Teatro Maranhense. São Luís: Edfunc, 2007.


Teixeira, Ubiratan. O Teatro que eu Vi e o Espetáculo que eu Fiz. São Luís: Academia Maranhense de Letras,1989.


Suplemento Literário e Cultural Jornal Pequeno Guesa Errante. Nº 110. São Luís, 2006.


Programa da peça Natal na Praça Henri Ghéon. 1996.


Imagem: Renato Pereira























































































segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Domingos Elias Tourinho

Tourinho interpreta poemas de Ferreira Gullar. 2009.

Nasceu em São Luís (MA), 1957.

Ator, Diretor, Produtor Cultural e Professor de Artes Cênicas.

Formação: Licenciatura em Educação Artística – Artes Cênicas.

Tourinho, como é mais conhecido Domingos Elias Tourinho, recebe de sua mãe as influências para o fazer artístico e cultural, pois a mesma saia em brincadeiras natalinas e de carnaval, além, de participar de encenações de comédia na Fabrica Rio Anil, onde trabalhava.

Desde criança, tourinho, já participava de brincadeiras de urso, quadrilha, dança do balaio, bumba meu boi e dança do Caroço. No fundo do quintal da sua casa improvisava com os irmãos e amigos brincadeiras de encenação em dramas e números.

O teatro propriamente dito, vai acontecer, em 1973, quando aluno do Centro de Ensino do Maranhão – CEMA, faz parte do elenco da peça de Maria Clara Machado, O Caso dos Pirilampos, apresentada no famoso Festival de Arte do CEMA, encenação premiada  no evento.

Durante o ano de 1974, participa do LABORARTE, saindo longo em seguida (1975) para integrar o Grupo de Teatro Livre – GETE, onde dirige Os Dez Mandamentos e Fome, texto de sua autoria.

Do ano de 1977 a 1985, integra o elenco do grupo Teatro Experimental Anilense – TEA, onde além de atuar, dirige, produz e cria figurinos, iluminação e cenários.

Com sua saída do TEA, Tourinho passa a ser convidado como ator pelos grupos: GANGORRA, TEMA, GRITA, CARICARETA, entre outros.

É um dos fundadores da COTEATRO (1989), da qual faz parte do elenco.

Foi presidente (1985/86) e tesoureiro da Federação de Teatro do Maranhão e atualmente é diretor do Centro de Artes Cênicas do Maranhão – CACEM e do grupo de dança popular Canjerê que encena as danças Cacuriá e Reisado.

Desde o ano de 1999, vem interpretando o monólogo Revestrés Pai D'Égua adaptado do cordel de Zé da Luz "Confissões de um Cabôco".
Touinho em Revestrés Pai D'Égua. Adptação, Interpretação e Direção. 2002.

Fonte: Leite, Aldo. Memória do Teatro Maranhense. São Luís: EdFunc, 2007.

Teatro Experimental Anilense

Áurea Emilia, Paulo César Grajaú e Augusto Rosa em A Viagem de um Barquinho de Silvia Ortoff. Direção de Domingos Tourinho. 1980
O Teatro Experimental Anilense, mais conhecido como TEA, surgiu em 1972, no bairro do Anil. O grupo ensaiava no Salão Paroquial da Igreja Nossa Senhora da Conceição no Anil, porém, não tinha nenhum vinculo com a Igreja. Fazia apresentações no teatro anexo à igreja e nos bairros ao entorno: Cruzeiro do Anil, Pão de Acuçar, Aurora, Santo Antonio e Santa Cruz. Após cada apresentação realizava debates com a platéia presente sobre a temática abordada na peça, em questão.

Espetáculos encenados:

1972 – Professor Burro, Alunos Carroças de Nonato Pudim;

1973 – Paixão de Cristo de Criação Coletiva;

             A Vida de São Francisco de Assis de Nonato Pudim;

1974 – Via Sacra de Nonato Pudim;

              Antígona de Sófocles;

1975 – Paixão de Cristo de Nonato Pudim;

             Um Quarto de Empregada de Jurandir Pereira;

             Natal de Nonato Pudim;

1976 – Cristus et Crux de Marly Dias e Tácito Borralho;

             O Vaso Suspirado de Ariano Suassuna;

1977 – Judas Iscariotes de Nonato Pudim;

              A Pena e a Lei de Ariano Suassuna;

              O Auto da Compadecida de Ariano Suassuna;

1978 – O Filho do Homem de Criação Coletiva – texto final de Augusto Rosa;

              Arrocha Negrada de Nonato Pudim;

              Um Ato Só de Nonato Pudim;

1979 – Cristificação do Universo de Autor Anônimo;

1980 – Crucificação de Criação Coletiva;

              A Viagem de um Barquinho de Silvia Ortoff;

              Estatuto do Homem de Tiago de Melo;

1981 – Carne e Esqueleto de Ferreira Gullar e Roberto Kenard;

             O Castelo das 7 Torres de Benjamin Santos;

1982 – Pai-Chão de Criação Coletiva;

             Chico Rei de Walmir Ayala;

              Frei Junipero e o Pé de Porco de Autor Anônimo;

1984 – Quando as Máquinas Param de Plínio Marcos;

1989 – Adivinhe Quem vem para o Almoço de Esopo.
Augusto Rosa e Domingos Tourinho em Adivinhe quem vem para o Almoço de Esopo. Direção de Domingos Tourinho. 1989.
Ficha técnica de alguns espetáculos;

ARROCHA NEGRADA

Autor: Nonato Pudim

Ano: 1979

Direção Geral e Musical: Lourenço Claudio

Elenco: Augusto, Angélica, Paulo, Áurea, Euvaldo Duarte, Simone, Regina, Ana Suely, Lourdes, Tourinho, Lourenço, Luiz Paiva, Elinaldo, Nonato Queiroz

Cenário e Figurinos: Criação Coletiva

Coreografia: Augusto, Tourinho e Paulo
Áurea Emilia e Domingos Tourinho em Quando as Máquinas Param de Plínio Marcos. Direção de Domingos Tourinho. 1984
O AUTO DA COMPADECIDA

 Autor: Ariano Suassuna

Ano: 1979

Direção Geral e Musical: Domingos Elias “Tourinho”

Elenco: Augusto, Áurea, Euvaldo Duarte, Regina, Ana Suely, Lourdes, Tourinho, Lourenço, Luiz Paiva, Elinaldo, Nonato Queiroz, Carlos Cezar, Pindô

Cenário e Figurinos: Criação Coletiva


CRUCIFICAÇÃO

Autor: Criação Coletiva

Ano: 1979

Direção Geral e Musical: Tourinho

Elenco: Augusto, Áurea, Euvaldo Duarte, Simone, Regina, Ana Suely, Lourdes, Tourinho, Lourenço, Luiz Paiva, Elinaldo , Nonato Queiroz, Pindô, Domingas, Carlos Cézar

Cenário e Figurinos: Criação Coletiva

Coreografia: Tourinho

Luz: Antonio Duarte


DE VOLTA AO MADEIRO

Autor: Nonato Pudim

Ano: 1979

Direção Geral e Musical: Lourenço Claudio

Elenco: Augusto, Angélica, Paulo, Áurea, Euvaldo, Simone, Regina, Ana Suely, Lourdes, Tourinho, Lourenço, Luiz, Elinaldo, Nonato

Cenário e Figurinos: Criação Coletiva

Coreografia: Augusto, Tourinho e Paulo


CHICO REI

O homem pode construir com a sua

prisão, o pássaro da liberdade.


Walmir Ayala

Chico Rei, espetáculo baseado na figura lendária do herói Vila Riquenho, que se perde nos períodos imemoriais de nossa escravatura declarada. No TEMPO em que a luta popular, defendia a braço, com suor, sangue e força, não era ganha dentro de gabinetes e nem em lugar dos lutadores renhidos, heróis de inquebrantável opinião, eram aureados e aclamados heróis os donos do poder constituído, como é o caso da Abolição da Escravatura e Proclamação da República e tantos outros movimentos populares.

Chico Rei, o herói negro, o gigante acorrentado, que É no escuro das cafuas mais majestoso e mais soberbo que El Rei, e que FOI entre a agonia e a morte mais poderoso e mais temível que os dragões da Guarda Nacional. E que SERÁ o símbolo permanente da luta pela liberdade; mesmo fora das cadeias e dos grilhões, elo forte entre o passado, o presente e até o futuro que nos aguarda indefinido e assombrador.
 
A peca de Walmir Ayala é o 17º espetáculo do Teatro Experimental Anilense, que preocupado com toda uma corrente de pensamento, tenta mostrar a cada dia espetáculos conseqüentes, relatando a sua posição perante esta realidade carente de transformação, tentando uma consciência crítica posicionada, e não acomodada com a expoliação do seu povo, o produtor de riquezas e que é deixado a mercê do gládio e da chibata tirana, imperialista, aristocrática e ditadora.
Domingos Tourinho (Chico Rei) e Lourdes Azevedo (Rainha Ginga) em Chico Rei de Walmir Ayala. Direção de Domingos Tourinho. 1981

Chico Rei

Autor: Walmir Ayala

Ano: 1981

Direção: Tourinho

Elenco: Tourinho (Chico Rei), Lourdes (Rainha Ginga), Vera (Princesa), Áurea (Vila Rica), Augusto (Morte)

Coreografia e Figurino: Augusto

Cenário: Euvaldo

Adereços: O Grupo

Sonoplastia e Iluminação: Diogo

Maquiagem: Áurea e Lourdes

Fonte: Leite, Aldo. Memória do Teatro Maranhense. São Luís: EdFunc, 2007.
  
             Programa da VI Mostra Maranhense de Teatro – 1981.

Grupo Upaon-Açú

O Grupo Upaon-Açu foi fundado em 1979, pela Coordenadoria de Educação Artística da ex Escola Técnica Federal do Maranhão, hoje IFMA, que mantinha, também, os grupos de Dança, Canto Coral e Artes Plásticas, respectivamente dirigidos por Regina Telles, Chico Pinheiro e Miguel Veiga.

O Grupo Upaon-Açú, sob a direção de Cosme Jr. montou os seguintes espetáculos:

- A Via Sacra de Henri Gheon;

- Incursão à Flor do Lácio de Monteiro Lobato;

- Tistu, o menino do pelegar verde de Maurice Druon;

- O Casamento na Roça de Criação Coletiva;

- Arena Conta Zumbi de Gianfrancesco Guarnieri;

- Morte e Vida Severina de João Cabral de Mello Neto;

- As Aventuras de Boccaccio – adaptação de Literatura de Cordel;

- A Beata Maria do Egito de Rachel de Queiroz;

- Os Fuzis de Maria Carrar de Beltord Brechet;

- Édipo Rei de Sófocles - leitura.


A BEATA MARIA DO EGITO

A peça

O texto, de autoria de Raquel de Queiroz, versa sobre o conflito que se desencadeou na cidade de Juazeiro entre os devotos do Pe. Cícero e o Governo da época. Atraídos pelo fanatismo do padre, de todo o Estado do Ceará partiam “romeiros” para ajudar o padre Cícero nessa luta desigual. Raquel de Queiroz, inspirada nesse fato criou a personagem A Beata Maria do Egito, devota do padre que quer passar pela cidade onde se desenvolve a ação com os romeiros, que deverão servir de reforço à casa do padre Cícero. As autoridades constituídas da cidade não permitem, estabelecendo daí o conflito dramático básico do espetáculo.

Autor: Raquel de Queiroz

Ano: 1981

Direção: Cosme Jr.

Elenco: Rosalvo Lima (Tenente), Rosário Santos (Beata Maria do Egito), João Ferreira (Cabo Lucas), Jerônimo Albuquerque (Coronel)

Assistente de Direção: Celso Menezes

Cenários e Figurinos: Cosme Jr.

Fonte: Programa da VI Mostra Maranhense de Teatro – 1981.


Cosme Jr

Cosme Jr em Tempo de Espera de Aldo Leite. 1975

São Luís (MA), * 21.01.1953 - + 06.01.1990

Foi ator, professor e jornalista

Cosme de Carvalho Júnior foi Presidente da Federação de Teatro do Maranhão – FETEMA e  da Confederação Nacional de Teatro Amador – CONFENATA.

Diretor do Teatro Arthur Azevedo – em 1980.

Diretor do Grupo de Teatro UPAON-AÇU da Escola Técnica Federal do Maranhão, atual IFMA.

Participou dos Grupos de Teatro:

Teatro Experimental do Maranhão – TEMA, sob a direção de Reynaldo Faray, onde estreiou na peça Casa de Orates, posteriormente participou de mais de uma dezena de espetáculos infantis e adultos na área do teatro e da dança.

Grupo Cazumbá, sob a direção de Américo Azevedo Neto.

Grupo MUTIRÃO, sob a direção de Aldo Leite, participando dos seguintes espetáculos: Tempo de Espera de Aldo Leite, Saltibancos de Chico Buarque de Holanda e Os Perseguidos de João Mohana.

Recebeu, em 1977,  indicação para o prêmio Mambembe/Rio de Janeiro como revelação de ator pela sua atuação em Tempo de Espera, de Aldo Leite.
 
Fonte: Leite, Aldo. Memória do Teatro Maranhense. São Luís: EdFunc, 2007.
Programa da peça Aves de Arribação de Aldo Leite, 1981.
Programa da VI Mostra Maranhense de Teatro, 1981.